Sob as fotos em suas cenas
Me desencontro perfeitamente,
Repetindo a antiga corrente
Na emoção de um dilema
Atravesso a mim e a você
Entre as razões do viver
E as visões encontradas
De verdades que não se pode ter
O acaso nos transformou
Mas os sonhos permaneceram
Abertos nesta mente adormecida...
O destino se revelou
Mais um presente de instantes
Nos passos desta viagem dividida...
Posso acordar sem saber
Perto da vida nas estrelas
Longe dos sentidos no agora...
Pois o sono é um despertador
Para o renascer universal,
No além atravessado...
Por sonhos que não vão embora.
Escritas, estados de espírito, letras, ideologias, pensamentos, filosofias, poesias, sonhos, consequências mortais e imortais.
sábado, janeiro 15, 2011
quarta-feira, dezembro 22, 2010
(Tudo de Novo - P.M)
Deixe a cidade durmir
as asas dançarem
la fora os sons se conhecem
Deixe a vontade assumir
a loucura entretida
momento em que tudo se esquece
Não diga nada
o silêncio sempre foi verdadeiro
liberte os seus sentidos
e vamos pela alvorada
por mais um sonho inteiro
Se atrase mais um pouco,
vamos criar algo novo
buscar o que ache agente...
Inventar um tempo distante
na brincadeira de um romance
que nos faça de presente.
segunda-feira, dezembro 20, 2010
(Passagens - P.M)
Desde que você se foi,
Perdi, no céu, as estrelas...
Andei por ai apagado,
Com a pretensão dos estados
Meio sem eira e nem beira
Me despedi da ilusão
No dia a dia esquecido,
Nas lembranças me envolvi
Com conclusões sem sentidos
Ultrapassei os limites
Nos passos tardios da estrada
Enquanto desaparecia calado
Entre doses cansadas
No calor na madrugada
Tropecei em horas a fio
Apaguei o céu sem saber
O tempo parou sem parar
E eu me perdi por você...
Voei demais sem notar
Diante da distância criada
O presente passado
E o futuro apressado
Entre o tudo e o nada.
**Letra escrita inspirada em nada além de letras.
sábado, dezembro 18, 2010
(Violet Vision - P.M)
Steps caught me following dreams
Counting geometric and lost stars
I have to pay attention in my feet
But the sky seems closer tham far
I need a hand, some violet vision
Will you give me some of your time?
I dont want to miss their feelings
Cause life is a experience of signs...
If you want to run with me
We could loose our souls
Lets taste all the visions
Of the freedom in this world
Let me lay my head in the ocean
Drowned by the shine on your eyes
So well fly on devotion
Like wings in the night.
Counting geometric and lost stars
I have to pay attention in my feet
But the sky seems closer tham far
I need a hand, some violet vision
Will you give me some of your time?
I dont want to miss their feelings
Cause life is a experience of signs...
If you want to run with me
We could loose our souls
Lets taste all the visions
Of the freedom in this world
Let me lay my head in the ocean
Drowned by the shine on your eyes
So well fly on devotion
Like wings in the night.
quarta-feira, dezembro 15, 2010
(Blender - P.M)
What wings i must cut
To skip the promisse again
Taste the feeling, meet me falling
Beyond the love on your dose
Open wrists have no calling
Open wrists have no because
Do not trust essencial sights...
Forget the parallel of your time
Told you to return
Told you to surrender
But all I´ve got
Is a witness on a blender
Maybe you know how to hide
Enemies against yourself,
But I dont have that in mind
Cause Im not someone else.
To skip the promisse again
Taste the feeling, meet me falling
Beyond the love on your dose
Open wrists have no calling
Open wrists have no because
Do not trust essencial sights...
Forget the parallel of your time
Told you to return
Told you to surrender
But all I´ve got
Is a witness on a blender
Maybe you know how to hide
Enemies against yourself,
But I dont have that in mind
Cause Im not someone else.
segunda-feira, dezembro 13, 2010
(Keys - P.M)
I want to sleep in a distance
Gotta find a way to space
Leave the road behind
Become some kind of a place
Without confusion or time
Need vision without a trace
Awake and beyond
In a dreamstate of bliss
Trust days in slowmotion
Said to me the wise man
While I closed my eyes
And got peace in my hands
Universe is talking forever
In wonder while we sleep
So let soul write the turn
And love tell what to keep.
domingo, dezembro 12, 2010
sábado, dezembro 11, 2010
(Escape? - P.M)
Time is turning
bringing it on all the way
I got eyes in history
underneath your mistakes
Got you in a scape
while you were hiding a cure
just found out every little stage
in a dormant peace of a clue
Tell me to call the distance
and I will make it for fun
I told them to climb the borders
induce because Life isnt gone
For so long...
Skies watch new species
in a desuse of cause and effect
distraction turned into a distortion
will you sell truth and forget?
bringing it on all the way
I got eyes in history
underneath your mistakes
Got you in a scape
while you were hiding a cure
just found out every little stage
in a dormant peace of a clue
Tell me to call the distance
and I will make it for fun
I told them to climb the borders
induce because Life isnt gone
For so long...
Skies watch new species
in a desuse of cause and effect
distraction turned into a distortion
will you sell truth and forget?
terça-feira, dezembro 07, 2010
sábado, dezembro 04, 2010
(Entre aspas - P.M)
Entre uma pausa, há de haver um sentido de sonhos...
Um gaveta entreaberta, deixando escapulir lembranças
Mistério mais fácil, entre o antigo e a perseverança.
Imagens descofacadas entre as folhas caídas
Uma fração do outono sem tantas despedidas
Porque o que foi, ainda há de nascer...
Em tudo o que está por vir,
Agora.
quarta-feira, dezembro 01, 2010
segunda-feira, novembro 29, 2010
(Escamas - P.M)
Sufocando em tuneis de ar
Imagens me invadem o pensamento
A emoção se tornou dolorosa
Na anestesia dos novos tempos
Bonecos pregam peças disfarçadas
Mímicas e euforias radioativas
No batimento de agulhas enferrujadas
Desatino nas fontes da simetria
Diálogos mudos lutam pelo ouro
Perfurando cicatrizes mal curadas
Revelando as condições errantes
Em conselhos de almas abandonadas
Os semblantes desapareceram
Na ilusão entre vagos enredos
Em cegueira provocada pela ordem
Nestes labirintos consentidos desde cedo
Não deixe que eles possuam
A sua visão por inteiro
O remédio para a simulação
Está no combate de velhos segredos.
(Pequena reflexão sobre a guerra no Rio, claro que não traz a solução...
Mas que possa colaborar com o respeito pela vida alheia.)
segunda-feira, novembro 22, 2010
(Sensibilidade Orgânica - P.M)
Entre os olhos do universo
Escorrem diamantes lapidados
Como sentimentos e reflexos
Destes mundos inominados
Resgatando nos sintomas
Toda a perfeição da eternidade
Sem segredos, nem coincidências
Na travessia desta viagem
O encontro com a natureza
Esta no despertar da emoção
Sintonizando cada sentido
Na simplicidade da perfeição
Revelando a corrente
De fontes inesquecíveis
Na esperança da intervenção
Passos de vidas invisíveis...
Entre os jardins do infinito
Me encontro ao meu perder,
Enraizando o impossível
Calando tudo o que se vê...
domingo, novembro 21, 2010
(Entre Atos - P.M)
Somente os rastros da saudade
Aconselharam este viver,
Nos desejos da liberdade
Que me encaminharam a você...
Jamais esqueço,
Da emoção no existir...
Despertando um novo apreço
Para o que ainda há de vir
Nestas trilhas e paisagens
Só a verdade descansou
Toda a breve eternidade
Que o sentimento revelou
Quero apenas o destino
Que me "leve" até o seu
Pois ou a alma está sorrindo
Ou a vida se perdeu...
sexta-feira, novembro 19, 2010
terça-feira, novembro 16, 2010
(Tempos Tardios - P.M)
Pequeno papel em branco
Entre mundos de reflexos tantos
Em ti guardo a essência das cores
Bem escondidas, já sem almejar
Na perfeição da imperfeição...
Correntes e ventos fortes do ser
Trago duas doses de sentimento
Na voz quieta das vontades
Vazias e praticamente sonhadas.
Dentro de um limite indecifrável
Que somente o orvalho do tempo,
Em alma foi capaz de exprimir
O infinito se cria nas linhas da face
Enquanto os túneis da idade
Esperam pela corrente de ar
Acima dos sonhos concretos
Estrelas dormem reluzentes
Na sonolência de campos vastos
Diluindo os gestos lentamente
Na distância que abriga,
Os caminhos ocultos destes rastros.
Entre mundos de reflexos tantos
Em ti guardo a essência das cores
Bem escondidas, já sem almejar
Na perfeição da imperfeição...
Correntes e ventos fortes do ser
Trago duas doses de sentimento
Na voz quieta das vontades
Vazias e praticamente sonhadas.
Dentro de um limite indecifrável
Que somente o orvalho do tempo,
Em alma foi capaz de exprimir
O infinito se cria nas linhas da face
Enquanto os túneis da idade
Esperam pela corrente de ar
Acima dos sonhos concretos
Estrelas dormem reluzentes
Na sonolência de campos vastos
Diluindo os gestos lentamente
Na distância que abriga,
Os caminhos ocultos destes rastros.
segunda-feira, novembro 15, 2010
(Metamorfose - P.M)
Rompe-se o tempo,
Na paz do momento
Expressão das formas
Na emoção das idéias
O terreno é mental
Fruto da reflexão
E pai da realidade...
Apagam-se as horas,
Na imaginação da espécie
A criação é um portal
Vitória da invenção...
Mãe da liberdade.
Na paz do momento
Expressão das formas
Na emoção das idéias
O terreno é mental
Fruto da reflexão
E pai da realidade...
Apagam-se as horas,
Na imaginação da espécie
A criação é um portal
Vitória da invenção...
Mãe da liberdade.
domingo, novembro 14, 2010
"Somente o tempo pode trazer a perspectiva correta para a
criação de novos ideais. É primordial respeitarmos valores
antigos, mas é muito importante descobrirmos qual o
"conselho" que as novas cabeças precisam escutar. A
humanidade está em constante mutação, por isso é essencial
a renovação das verdades. Desta maneira não estaremos
fadados a uma utopia das evoluções.""
criação de novos ideais. É primordial respeitarmos valores
antigos, mas é muito importante descobrirmos qual o
"conselho" que as novas cabeças precisam escutar. A
humanidade está em constante mutação, por isso é essencial
a renovação das verdades. Desta maneira não estaremos
fadados a uma utopia das evoluções.""
sexta-feira, novembro 12, 2010
" Eles chamam de loucura qualquer corte profundo nas veias de uma realidade programada""
"Desta razão já estou cheio, abrigue-me numa ilusão ou me encontro de uma vez por todas perdido em devaneios"
"Felizmente nem sempre o que enxergo, são o que meus olhos vêem"
"Sorry, but destiny isn`t exacly what you expect"
"Crer totalmente em tudo o que nos rodeia sempre foi uma despretensiosa armadilha para a evolução da mente humana"
"A razão nunca foi o meu forte, há muito os sonhos me invadiram o norte"
"O silêncio é uma grande forma de comunicação"
" Dê me uma frase sincera, e a lerei no infinito"
"Desta razão já estou cheio, abrigue-me numa ilusão ou me encontro de uma vez por todas perdido em devaneios"
"Felizmente nem sempre o que enxergo, são o que meus olhos vêem"
"Sorry, but destiny isn`t exacly what you expect"
"Crer totalmente em tudo o que nos rodeia sempre foi uma despretensiosa armadilha para a evolução da mente humana"
"A razão nunca foi o meu forte, há muito os sonhos me invadiram o norte"
"O silêncio é uma grande forma de comunicação"
" Dê me uma frase sincera, e a lerei no infinito"
quinta-feira, novembro 11, 2010
quarta-feira, novembro 10, 2010
segunda-feira, novembro 08, 2010
(Atos distantes - P.M)
Deixei o vago pras horas certas
descansei o lado bom da vida
sem respostas ou fases concretas
me despedi de uma razão definida
sem meias paradas
contos, casos ou intenções
somente o livre sopro das palavras
dissolveu um pouco do estado
neste renovar das emoções
como num sonho acordado
significados abertos e
olhos fechados
atravessei a porção do universo
num rasante calado dos tatos
se nem tão pouco,
em existência mais instante
nem tanto...
neste intervalo dissonante,
me atraiu a pura verdade...
já nem quero encontrar no tempo
as atuais versões da liberdade
só moldo agora,
nas horas do ser
segundo casando com a passagem,
eternidade abraçada com o viver.
quarta-feira, novembro 03, 2010
(Entre o agora - P.M)
Algum dia
talvez eu acorde
entre o sonho e a razão...
então poderei juntar em mim
o abismo que existe
entre o pensar e a emoção
Pois me tiraram o dom da lembrança
assim como o do esquecimento,
e agora, aqui me encontro...
nos vestígios do momento
Cansado de sempre pela metade
me perder ou encontrar...
guardo em mim todos os gestos
que distraídos permanecem,
procurando o seu lugar
Não sei adiar
a permanência da alma
sem carregar esta vertigem
mas posso encontrar
na raridade das palavras
o sentimento da origem.
talvez eu acorde
entre o sonho e a razão...
então poderei juntar em mim
o abismo que existe
entre o pensar e a emoção
Pois me tiraram o dom da lembrança
assim como o do esquecimento,
e agora, aqui me encontro...
nos vestígios do momento
Cansado de sempre pela metade
me perder ou encontrar...
guardo em mim todos os gestos
que distraídos permanecem,
procurando o seu lugar
Não sei adiar
a permanência da alma
sem carregar esta vertigem
mas posso encontrar
na raridade das palavras
o sentimento da origem.
sexta-feira, outubro 29, 2010
(Axial - P.M)
Estas versões exageradas
De reações em causas perdidas
Tentam enterrar a esperança
E converter a solidariedade
Em um jogo de nulas investidas
Diante de passagens errantes
A consciência enganada sufocou
Enquanto intenções foram partidas
Em um novo jogo que se inventou
As metas tiveram efeito contrário
Nos hábitos atrasados da indignidade
Enquanto corações foram trocados
Por fantasmas presos em vagas qualidades
Fazendo da virtude um sacrífício
Habitada por egos sem solução
Diante de condutas abandonadas
Que acreditaram que suas farsas
Algum dia os levaria a perfeição
Mas o destino os esqueceu
Presos no apego pela vaidade
Enquanto a liberdade será mantida
No livre arbítrio da verdade.
quarta-feira, outubro 27, 2010
segunda-feira, outubro 25, 2010
(Da Naturalidade - P.M)
É engraçado como a naturalidade nunca segue os passos da necessidade. Ambas estão sempre a percorrerem caminhos distintos. A naturalidade não chega quando se deseja algo de forma intensa. Só surge na distância dos motivos, na amnésia do ser, na ausência da presença. É como se a alma descobrisse que desaparecer é sempre uma boa maneira de renascer para o nada. A naturalidade fica sempre a esperar o segundo em que de tudo esqueceremos e completaremos o ser com um estado único, sereno. Lado a lado com a eternidade. Sem necessidade de gestos, motivos ou palavras. Somente o olhar esquecido na paisagem em sentidos de alvorada. A naturalidade se revela bem perto da essência. No nascimento de ser mais o muito do que não se é. Pois se somos uma metade que é vida, também somos outra que nada é. Ainda.
É melhor demonstrar com naturalidade um defeito que talvez seja insignificante; / se o esconderes, parecerá maior.
-- Marcial
quinta-feira, outubro 21, 2010
Caminhos - P.M)
Se eu conseguisse abraçar
A alma afastada
Sem ao menos me perder
Seria tudo bem mais fácil
Fechei os olhos
E cai no vácuo
Lado a lado com os sentidos
Se pudesse inventar
Uma lucidez desfocada
Teria uma melhor reação
Na condição dos fatos...
Mas já não quero entender
Só preciso me encontrar
Na constância do infinito.
quarta-feira, outubro 20, 2010
(Carta para um tempo distante - P.M)
Este coração mutante
Se desgastou até a ultima condição
E na correnteza atrasada
Revelou as horas cansadas
Na inconstância da duração
Mentes inconsequentes
Anestesiaram a memória
Esquecendo de prezervar o vínculo
Com o antigo valor da história
A presença desvinculada
Distanciou as almas mais velhas
Injetando no sintoma das falhas
A verdade enganada deste tempo
Os olhos sempre abertos
Esqueceram das lágrimas
Induzindo motivos incertos
Na contradição dos pensamentos
A observação sempre notada
Criou o berço da inconstância
Despindo os velhos sentimentos
No orgulho da relevância
A atuação exagerada
Consumiu os raros momentos
Enquanto as estrelas observaram
Destinos criados por tormentos
E a eternidade se calou
Diante das atitudes
Enquanto a verdade inventada
Esqueceu de guarnecer o nada
No espelho das virtudes.
obs: (I am inside of the context... Always!!!)
quarta-feira, outubro 13, 2010
(O Salvador - P.M)
Teu atavismo é atômico.
E cega, na sombra criada
Toda concepção inconsciente.
A epistasia dos teus fenômenos,
Renasce de linhas sonhadas
O limite já não lhe pertence.
**Atavismo - Reaparecimento de um caráter em um organismo, na forma típica de um ancestral remoto, e que não está presente em ascendentes mais recentes.
**Epistasia - Forma de interação entre dois ou mais genes não alelos através do qual um gene pode mascarar o efeito do outro.
(Kátharsis - P.M)
Posso beber do seu veneno
Cortar as línguas afiadas
Me acomodar entre seus ossos
Cuspir fogo como uma serpente mascarada
Os pulsos se cortaram por uma causa falida
Lapidei suas grades no concreto das horas
O fardo reagiu no impulso atravessado
Na catálise maquiada das justificativas
Disfarcei a alma
Em um conceito impensado
Entre o alvo, a seta,
E um vago desperdício...
Troquei os planos
Por uma teia inconsciente
Entre o raso, a meta,
E um pesado precipício...
Injeção de ânimo é o seu álibi
Mas sua intenção ultrapassada
Fez a sua mutação cansada
E a sua alma um subproduto do enredo
Desfocada se fez a essência da razão
Escondendo as farpas da contradição,
No caos da amnésia premeditada
E na antiga novidade dos segredos
A reação se acomodou pelos cantos
A sombra percorreu as suas veias
A ambição lhe apresentará os prejuízos...
Tua intenção é um contágio
Má formação da origem
Denunciada pela falta de concepção
Dos seus brinquedos de suicídio.
**Kátharsis - Catarse em grego : Efeito de purificação produzido sobre os espectadores por uma representação dramática, em especial de uma tragédia clássica.
Escrito após assistir Zeitgeist pela 3 vez.
Cortar as línguas afiadas
Me acomodar entre seus ossos
Cuspir fogo como uma serpente mascarada
Os pulsos se cortaram por uma causa falida
Lapidei suas grades no concreto das horas
O fardo reagiu no impulso atravessado
Na catálise maquiada das justificativas
Disfarcei a alma
Em um conceito impensado
Entre o alvo, a seta,
E um vago desperdício...
Troquei os planos
Por uma teia inconsciente
Entre o raso, a meta,
E um pesado precipício...
Injeção de ânimo é o seu álibi
Mas sua intenção ultrapassada
Fez a sua mutação cansada
E a sua alma um subproduto do enredo
Desfocada se fez a essência da razão
Escondendo as farpas da contradição,
No caos da amnésia premeditada
E na antiga novidade dos segredos
A reação se acomodou pelos cantos
A sombra percorreu as suas veias
A ambição lhe apresentará os prejuízos...
Tua intenção é um contágio
Má formação da origem
Denunciada pela falta de concepção
Dos seus brinquedos de suicídio.
**Kátharsis - Catarse em grego : Efeito de purificação produzido sobre os espectadores por uma representação dramática, em especial de uma tragédia clássica.
Escrito após assistir Zeitgeist pela 3 vez.
quarta-feira, setembro 29, 2010
(O Anjo caído - P.M)
Tentei salvar um anjo
Que se encontrava perdido
Nas linhas da minha mão.
Tentei evitar suas lágrimas,
Mas me faltou a compaixão.
Tentei entender o que me dizia,
Procurei pelas portas abertas
Mas no vazio das entrelinhas
Suas palavras me foram secretas
Busquei modelar a alma
Me entorpecer de algum jeito
Que revelasse a verdade
Ou sentimentos dentro do peito
Tentei decifrar os sentidos
Percorri estradas sem saída
Mas as palavras do anjo
Eram grandiosas demais
Para a razão desta vida
Encarei forças ocultas
Em cada enigma imaginado
E nem o sinal da sua partida
Despertou os motivos criados
E o anjo se afastou...
Num gesto lento e profundo,
E sussurrou no vento
A essência perdida deste mundo.
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