
De quem serão estes passos?
Traduzindo meus atos
No rascunho de revelações
Que mal me cabem nas mãos
Sem perceber os sentidos
Da razão e suas verdades
Vejo anestesia do cotidiano
Em vestígios de brevidade
De todas as pretensões,
A que melhor encanta é a do nada
Nascendo de sombras vazias
Em sistema de liberdade parada
Decifro reticências, completo paciências
Alugando conselhos de causas esquecidas
Diluindo cores, idolatrando palavras
Diante da superstição das horas
E belezas desta vida.
Redijo contradições
Acobertando saídas
(Diante de toda direção consumida)
Transformo asas, seres, detalhes
Em paradoxos da simplicidade...
Retribuindo universos de emoção
Feito mortal diante da eternidade.