terça-feira, fevereiro 02, 2016

O que é feito por um bem maior em grande escala permanece.
https://www.youtube.com/watch?v=4x3S8BtoiIA
Pra ver basta ter olhos, pra perceber é necessário mente e coração.

domingo, janeiro 24, 2016

Precisão de um enredo - Pedro Melo

Sou uma alma inquieta
com uma mente aberta
que não se contém...

Vivo constelações sem pressa
trazidas pela união das eras
e o que ainda vem...

Minha morada se faz de escritas
no silêncio das horas bonitas
que a vida insiste em libertar...

Quanto aos sonhos, deixo-os livres
para que pra sempre eternizem...
liberdades que hão de voltar

Meus caminhos assim eu escrevo
protegidos na emoção de enredos
descobertos por serem o que há
quase de repente, porém devagar.

terça-feira, janeiro 19, 2016

Paciência - Pedro Melo

Tenho em mim toda a liberdade que preciso
como um espelho que em si reflete o improviso
sem revelar o que parece ser provável

Disfarço o querer escondido em preferências
sempre em mim mas sem criar consciência
apenas vivo a reinvenção dos meus enredos
mais como introspecção, menos como segredo

Sigo adiante observando essa novela
levando comigo a liberdade de uma espera
e, sem perceber, vou assumindo caminhos
envolvendo miragens e me criando sozinho

De ideal o que permanece é paisagem
desvendando paciência e encontrando coragem
para tudo o que há de ser
num espaço de tempo

E sem mais nem porquê
começo a entender
o que não se pode querer
na condição de um só momento.

Ouvindo https://www.youtube.com/watch?v=N_GPxe91hWE





(Resposta universal - Pedro Melo)


Sigo alto ou baixo e o terreno pouco importa
entrego à distração os sentidos da matéria morta
distante da experiência encontrada em respostas
sigo de mãos dadas com a eternidade empírica
em diálogos entre a visão e a consciência bíblica

Desvendo, com o tempo, os pensamentos passados
como condição de frequência do presente revelado
respiro cenários rituais da mais complexa energia
em união de revelação, mente, mistério e poesia

Na intuição do universo que nos toca
como observador que preserva aquilo que crê
sigo na dimensão que não se pode entender
apenas sentir e fazer do sonho a sua forma...

Esperando a sequência da imersão permanente
crio o que não se cria no reflexo de um espelho
e quase sempre a condição da resposta premente
é a liberdade que muito antes de chegar já veio.








terça-feira, dezembro 01, 2015

A mais útil liberdade consiste na insistente negação da adaptação involuntária.

quinta-feira, novembro 19, 2015

Busque aquilo que você ama, pois só assim a alma te dá a força do universo para conseguir alcançar.

segunda-feira, outubro 19, 2015

A precipitação é o desperdício da coerência.

terça-feira, outubro 06, 2015

O homem não é nada em si mesmo. Não passa de uma probabilidade infinita. Mas ele é o responsável infinito dessa probabilidade.
Albert Camus

sexta-feira, outubro 02, 2015

(Desperdício - Pedro Melo)

Deixa eu descansar os olhos
imaginar sem ter que acordar
e descobrir que o ideal é uma fração da ilusão
onde somos todos eternos
e a eternidade é pura solidão

Deixa eu inventar 
entre estrelas, vazios e a dispersão da cidade
uma fração minha escondida em seu jeito
onde a vida é maior 
do que qualquer vago conceito

E vou sonhar como sempre
de passagem sem presente
inventando uma paixão em cada esquina
como quem chega para encontrar
na mentira da verdade 
a pureza do azar

Deixa eu encontrar sua estrada
me reinventar em cada imagem
desvendar suas vaidades cansadas
como quem brinca com miragens

E assim serei momentos sem volta
mente, coração, amizades e revoltas
sem motivos para estarem perdidas
por serem pra sempre de repente vividas.


ouvindo - https://www.youtube.com/watch?v=MC8QcaMMVQE&list=PLWYjyXAFC56dlQkU62d2zmF4BgkLpfEVx&index=10

quarta-feira, setembro 30, 2015

..você não deve praticar ações gentis em favor de um nascimento celestial, mas sim para que dia e noite, corretamente livre de pensamentos rudes, amando igualmente tudo que vive, você possa se esforçar para se livrar de toda a confusão da mente e praticar contemplação silenciosa; no fim, apenas isso traz benefício; além disso não há realidade.”
- em '' Despertar: Uma vida de buda.''
Jack Kerouac

quarta-feira, setembro 09, 2015

(Canto das asas - Pedro Melo)

Voa canto das asas!
Voa canção da alma!
Voa na imensidão das suas Gerais
Envolva a atmosfera da paixão
Em contornos de azul e paz.

Faça das asas a luz da emoção!
Faça assim sem mais...

Veja como a terra é pequena
e tudo o que se tem são detalhes
Voa na emoção das lágrimas
Neste céu estrela de miragens...

Voa por onde o tempo se perdeu
em caminhos da sua própria companhia...

Seja a liberdade de ser
Em sonhos de esperança...
Voa quase sem querer!
Quase sem lembrança!

Seja a distância do horizonte
Este que se vê em mil lençóis
Fonte de toda a fantasia...
Sentido de asas sem nós

Voe por ser paisagem
E parte dos dias...
Voa na imensidão desta viagem
Como pássaro de alegria!

Viva os movimentos do destino
Fonte de única harmonia
Voa por ser tudo liberdade!
Voa que o amor se cria...

Voa asas do mundo!
Seja eterna brevidade...
De retornar ao que já foi um dia,
Espírito em passagem...

segunda-feira, junho 02, 2014

Devagar e sempre - Pedro Melo



Visita o teu íntimo
conhece a ti mesmo
despertando o ser
sem precisar de paciência
 

observa o universo
no espaço dos seus sonhos
liberta o efeito

antes de contemplar a causa

presença que falta
é proteção que se tem
sem precisar de muito
pra encontrar um novo além

bem antes da visão
atrás da sua cabeça
é a morada do mundo
movimento de tudo
desde o nascimento
até o silêncio profundo

cortejando em seus ouvidos
com versos de criança

o limite da existência
onde essência é esperança
 

brincando com a miragem
antes que eu esqueça 
que alívio não é motivo
para dor de cabeça
é devagar e sempre vivo
que se espera o que aconteça

soberano de passagem
caminhando com coragem
nessa maré de azar e sorte

quem partiu sem adeus...
foi de mãos dadas com os seus

sorrindo com a morte.

ouvindo: https://www.youtube.com/watch?v=Rv7na7lRfmA



sexta-feira, março 07, 2014

A censura promovida pelo idiota é a pior maneira de oportunismo. Transforma qualquer possibilidade de percepção da insegurança em algo ainda pior do que a própria censura.  Mediocridade.
O melhor do reconhecimento acontece enquanto não é almejado - Encontra-se por excelência.
Hope is a place where you can survive, not a place where you can live.
A lógica pode ser boa pra se saber aonde ir, mas é insuficiente pra se descobrir até onde chegar.


(Artigo Jurídico - Pedro Melo)

Fazendo uma análise dos dispositivos constitucionais no capítulo referente à educação, cultura e desporto cheguei a uma boa conclusão. Me deparei com um artigo que a meu ver pode explicitar a real intenção do legislador constituinte em relação à responsabilidade dos agentes políticos no que tange ao direito de acesso à educação. Não se trata de um entendimento utópico e sim de uma interpretação sistemática no que se refere a possível atribuição de responsabilidade dos agentes políticos quando houver déficit de vagas no sistema público de ensino pátrio. Preconiza o artigo 206 I e IV  da CF de 88, concomitantemente com o artigo 208 I e II da mesma que o ensino deverá ser financiado gratuitamente pelo estado, bem como haverá igualdade de condições e progressiva universalização do ensino médio gratuito. No mesmo sentido encontram-se os artigos 53 e 54 do ECA que asseguram direito a educação a criança e ao adolescente  visando o pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho. Até ai nada de especial até mesmo por poderem estas serem consideradas normas de eficácia limitada de conteúdo programático. No entanto, ao ler os artigos 212§ 1 da Constituição num entendimento concomitante do disposto no artigo 54 § 2 do ECA, percebi que pode haver uma interpretação mais benéfica e favorável àqueles que da educação necessitam e muitas vezes não a encontram.

Dessa forma, o artigo 212 da CF/88 regula como se dará a aplicação de alíquotas de transferência no âmbito da União e dos Estados respectivamente aos Estados e Municípios para subvenção da educação.

Finalmente no  Artigo 212 § 1 da CF, esta, em sua redação original, assegura que : A parcela da arrecadação de impostos transferida pela União aos Estados, ao DF e aos Municipios, ou pelos Estados aos respectivos municípios, não é considerada, para efeito do cálculo  previsto neste artigo,  receita do governo que a transferir.

Ora, assim sendo, e fazendo-se uma interpretação do dispositivo, é natural que se chegue  a conclusão de que a intenção maior do constituinte, ao que parece, foi a de que nada impeça que haja uma efetiva desconsideração da personalidade jurídica dos entes políticos para que os agente políticos possam ser condenados a arcar com o próprio patrimônio afim de assegurar o valor das matrículas em estabelecimento privados de ensino àqueles que não encontrarem vagas da rede pública, como vem reitedaramente ocorrendo no inicio dos anos letivos país adentro.

Ai fortalecendo o ensejo dado à interpretação dada ao dispositivo acima vem o artigo 54§ 2 do ECA que assegura que:

O não oferecimento do ensino obrigatório pelo poder público ou sua oferta irregular importa responsabilidade da autoridade competente.
Tudo o que temos na vida é a última imagem de um sonho acordado no futuro de um sonho passado.




quinta-feira, fevereiro 27, 2014

(Simples refém - Pedro Melo)

Eu não vou olhar nos teus olhos
não vou dizer o que eu tenho dito sempre
vou encolher a visão ao chegar da noite
cessar o movimento dos braços
enquanto me entrego às horas escuras

Não é por querer que farei coisa qualquer
a essência não costuma  pedir licença
chega de repente, calada
no impulso de uma vida que aguarda

Escolher cansa a vista
desperdiça o enigma
e faz perder sempre

Nada deve ser dito a não ser o silêncio
nesse minuto só ouço o vento
e nada por mais incrível
me parece ser assim conveniente
nem mesmo uma página em branco
pronta para ser devorada
com unhas e dentes

O cansaço é a vontade perdida
e é tão bom que assim possa ser a vida
chato mesmo é chegar em algum lugar
só pra descobrir que a verdade não existe

O necessário nos faz ausentes
doentes de nós mesmos
cansa os pensamentos e invade os apelos
sem devolver a novidade do tempo perdido

Nesse segundo tudo parou
sou refém das lagartixas desavisadas
comendo mosquitos nas paredes nuas
enquanto a lua espera lá fora

O mundo parou e o tempo não está aqui
nem mesmo o sussurro dos ponteiros
 poderiam fazer essa paz diminuir

Tudo é cego e ouço um zumbido
não é questão de abrigo
é o simples estar sem perceber
observação pode ser
mas pode também não ser.

quarta-feira, fevereiro 26, 2014

(Asas do eterno - Pedro Melo)

Bom é descobrir
maneira simples de seguir
enganando a vida a qualquer hora

Melhor ainda é sentir
quando se sabe partir
sem ter que ir embora

Nascer é ter o sonho nas mãos
fazer do vestígio criação
sendo parte do mistério

Viver é encontrar na emoção
asas além da condição
é ser filho do eterno.

terça-feira, fevereiro 18, 2014

Da Solidariedade - Pedro Melo

A solidariedade é extraordinária enquanto não pode ser medida. Não é ponderação de valores, não se limita a aspectos da importância e não se deve ater a fundamentos do considerável. Na solidariedade o justo não existe. Nela encontramos a dimensão da ausência na medida da liberdade criada pela falta da condição. A solidariedade só nasce da plenitude e, no entanto, não deve ser ser vista como tal. Justamente por ser a mais perfeita medida do fim em si mesmo. Em si mesma. Como fonte de encontro com o todo sem conceitos específicos, é a cura das necessidades através da desconexão do ser. Não é a justiça do homem e não pode ser considerada objeto de doação, sinônimo de consciência ou disposição do indivíduo. Isso é ego. Na solidariedade o possível não se descobre e o impossível se conquista.  Apesar de  diretamente beneficiá-lo, não é fonte deste plano e nem troca de observações. Nela nada se enxerga mas tudo se vê. 

quinta-feira, outubro 24, 2013

http://www.youtube.com/watch?v=0LUIg2QMdmk&list=PL80BBE4BDDFAAD3B9

s2 s2 s2

quarta-feira, outubro 09, 2013

(Até que seja tarde demais - Pedro Melo)

Tenho você de novo ao meu lado
em um filme inventado do acaso
neste apelo da liberdade em desatino
desejando despertar nosso destino

Então pra que entender
se no olhar mora a intenção das miragens
e se nada é o que parece ser
em encontros do agora viramos eternidade

Dividindo sonhos a noite inteira
contando segredos por brincadeira
reféns de nós mesmos e do vasto desejo
resolvendo o amor entre cenas e beijos

Antes que seja tarde demais
até que seja tarde demais...

E se os motivos já não são condição
na virtude do engano somos emoção
dando abrigo aos novos planos
lembrando de histórias perdidas nos anos

Você me diz estar sozinha
eu te digo nem pensar
você quer provas sinceras
e eu te mostro devagar

Descobrindo entre lágrimas
toda a inocência das promessas
na versão das nossas histórias
entre dias de coincidências dispersas
(mas desta vez para vivermos sem pressa)

Antes que seja tarde demais
até que seja tarde demais…

E que seja assim por mais de um instante
e que seja sob a noite dos amantes
e que seja quando for pra ser
entre as noites de madrugada
e o sol que está para nascer.

*listening to: http://www.youtube.com/watch?v=CbWyIDPBRiI
Viver é escolher. Escolher é perder. Perder é se encontrar.

quarta-feira, agosto 21, 2013

http://www.youtube.com/watch?v=ADP65wbBUpc

Keep your head up, keep you heart strong.... my darling.

(Lapsos do eterno - Pedro Melo)

Somos a explosão do tempo
sopros na queda livre do espaço
possuídos pela direção dos ventos
seduzidos pela respiração do vácuo
e pelo sentido inventado dos passos

Somos a peculiar existência que nos une
o reflexo da liberdade que nos separa
da vida, somos a sorte de uma morte diária

Somos as cinzas do passado
fantasmas com o dom da imagem
faíscas partidas em sombras dormentes
presentes de um futuro sempre reticente

Somos a espera
e a continuidade no escuro…
entre a pressa e o laço encontrado
na calma eterna de um sussurro…

Sem saber qual destino seremos
somos raízes sem o chão do caminho
flores de rosas sem o dom do espinho
anúncios imaturos  do que há de ser
na forma sincera do que pra sempre será

Somos crias de lapsos temporários
de carona nos cenários do imaginário
somos pensamentos de nós mesmos
reféns de berço e crias do eterno

Somos a recuperação esperada da dor
a ferida anunciada dos que vivem de amor
a liberdade de ser a própria invenção
seja como vida, morte ou coração.

terça-feira, julho 23, 2013

(Mesmo sem saber - Pedro Melo)

Levando o espaço no olhar
em qualquer canto vou estar
procurando o jeito cego de permanecer
desaparecendo como se deve ser

Calado na essência dos motivos
livre na ausência da intenção
sou um refém dos vestígios
apostando nos suicídios da emoção

Abandonando o pódio das verdades
vou escalando o universo do improvável
fingindo não saber que a vida é uma ironia
rotina repleta de observação vazia

sem vontade de me encontrar
ou fazendo questão de me perder
sigo neste caso com a contradição 
perfeição na medida desconhecida do ser

distraído sem saber
qual será a diferença?
só vou procurar entender
se for pra esquecer
sem precisar de paciência

sonhando como a liberdade
vou me afastando e vivendo de saudades
sentindo prazer ao fazer tudo ao contrário
sem a falsa ilusão do cotidiano necessário.

domingo, junho 30, 2013

Na estrada - Pedro Melo

Quinta marcha de passagem
sobram sete minutos para um novo dia
mas temos a eternidade em miragens
aconselhando os caminhos da harmonia

seja alto ou seja baixo
seja insana ou mesmo em vão
a individualidade da loucura
é fruto de um incansável coração

no fim, os vermes sempre comem a carne
mas não se preocupe, siga o vento
atravessando os caminhos da virada
na velocidade de um novo tempo

pegando de novo essa estrada
seguimos sem olhar pra trás
descobrindo no calor da madrugada
a versão de quem busca sempre mais

entre abismos revelando a emoção
fazendo das lágrimas, ritual e devoção

mais um gole no reflexo do ser
mais um passo em ecos do espaço
na novidade de quem sabe se perder
entre estrelas e o canto dos pássaros

mãos ao ar, cabeças rodando
visão ligada em mil toneladas
de alma rasgando a voz do espanto

livre como se deve ser
mais perto do que não se pode esperar
o segredo da entrega é não pedir perdão
pois o pecado ainda é a melhor solução

como beijos explodindo a alvorada
entre casos de amor, drama e diversão
esses são os segredos da palavra
libertando as asas nos sentidos da paixão

vidros quebrados, garrafas partidas
nossa verdade já serviu de recado

agora é o mundo caindo em nossos braços
entre os espaços dos nossos sonhos
e as formas tontas das nossas vidas.

(Inspirado no filme On the Road)

http://www.youtube.com/watch?v=uUzklNReJbs

sábado, junho 29, 2013

Tá faltando amor - Pedro Melo

Tá faltando amor
tá faltando inspiração
tá faltando gesto de amizade
provas reais de liberdade
e mais um pouco de atenção

tá sobrando correria
e também cansaço e solidão
e o que fica é essa saudade
pedindo esmola por coragem
de uma nova reação

pois o tempo está indo embora
em casos cotidianos do agora
neste mundo cego de tanto ver
a humanidade perdida sem saber

máquinas ligadas
o sistema falido
e a identidade escrava
à procura de abrigo

descobrimos quase enganados
mentiras atrasando a geração
em dias sem futuro nem passado
ameaçando os sonhos da nação

corações parados
vaidade agora faz sentido
e a esperança virou refém
de vagos motivos

nosso destino foi vendido
mais barato do que pão
e as nossas vidas traídas
com migalhas de ilusão

e ainda estou aqui sozinho
traduzindo a novidade
sem prova de carinho
ou um gesto de amizade

mas tudo  bem
vou acender um cigarro
só preciso de um trago
e mais um pouco de atenção. 


Letra sendo musicada.

sábado, junho 22, 2013

(Mais do que foi será - Pedro Melo)

E eu que lutei sem saber
descobri quase sem querer
já não ser possível

reinventar um jeito novo 
de continuar
na órbita do seu ouvido

falando sobre a falta de abrigo
dessa saudade que chegou

e se foi sem perceber
toda a inocência do destino 
a emoção virou motivo
do convívio que passou

eu que pensei ser brincadeira
ficar contigo a tarde inteira
sem precisar de um recomeço 

me perdi de novo assim
buscando em um novo fim
a paz que eu mereço

e claro que se um dia foi feliz
no final seria triste
pois só a beleza das escolhas
desperta a paixão pro que existe

mesmo que ainda fique no ar
agora essa vontade de paz 
querendo de volta a liberdade

de pelo menos um pouco mais.

Letra sendo musicada.


segunda-feira, junho 17, 2013

Hope is a place where you can survive, but not a place where you can live.

A esperança é um lugar onde é possível sobreviver, mas não um lugar onde é possível viver.

quinta-feira, junho 06, 2013

(Asas de luz - Pedro Melo)



Hoje eu vi as asas de um anjo
refletidas na parede do meu quarto
eram asas de luz às sete horas da manhã
e estavam mais perto do que jamais imaginei

porque as vezes é preciso mudar as roupas
as vezes é preciso trocar de olhos
para enxergar a nova liberdade
e saber que o tempo é precioso
por ser a vida feita de passagens

pois eles estão sempre por perto
mas sinta com calma
pois só o silêncio pode lembrar
da vida como sendo certa
e da morte como fonte aberta da alma

eu sei, as suas asas viverão para sempre
e se foi preciso acreditar pra descobrir
agora sei que um dia todos estiveram aqui

e eu não esquecerei da sua mensagem…
a levarei pacífica no coração desta viagem
como quem guarda os sonhos do dia
na simplicidade de uma velha sintonia

e se fomos feitos uns pros outros
devemos respeitar nossos caminhos
na renovação de um mesmo fim
pelo amor que se entrega sozinho.

sexta-feira, maio 31, 2013

(Ecos do além - Pedro Melo)


Acendam-se as velas!
assim que despertou ao acaso
contraiu os arrepios...
se jogou de volta ao buraco
se perdeu nos vácuos do caminho!
sufocando o prisma: quedou a cabeça...
vendo de perto o enigma
estes são sentidos diluídos em saliva
diria ela: estes são os ecos da verdade...

afastando o amanhecer
somente as mãos foram as vítimas descobertas
quebrando os enfeites acima das peças
penduradas como lágrimas centenárias
na percepção torturada pela morte diária

tudo em vão, todos os passos e o falso sermão
lá fora os sons quebram os sinais
e os cortes agudos atravessam o caos
na dispersão ferida por sentidos banais!

se pelo menos você soubesse
andar por entre os caminhos
empesteando o ar sem odor de vinho

sobre os impulsos emprestados da queda
não se pede e nem se quer nada em troca;
por essa corrente fria que engasga o coração
não se permite a abertura das portas
desaparecendo com os vestígios da versão

tudo vai se diluindo no reflexo dos espaços
imaginaçao amputada pela corrossão dos passos
mais uma vez e de uma vez por todas
enterrem pra sempre as cicatrizes!
falsas miragens da incógnita dor,
semblantes sujos do amor e suas raízes...

sem memória, sem tradição com o vínculo
tudo o que foi no tempo está perdido
esconderam-se os propósitos
sem a colheita certa dos impulsos

a velocidade corrompida da história
enterra agora a simplicidade da glória
não restou sequer a farsa de um arranhão;
a sobra é o mapa rasgado
na miragem afastada da intenção.

listening: http://www.youtube.com/watch?v=Yh0stkLanx4

terça-feira, maio 21, 2013

(Sinais do tempo - Pedro Melo)


Vou seguindo esta estrada,
deixando livres as horas sonhadas
sem escolhas ou vagas promessas
pactuadas nos intervalos da pressa...

pois esta vida é uma grande despedida
e se por um lado nos encontramos
entre abraços e palavras da vida,
noutro somos ilhas em busca de saída...

reflexos da distância destes mares
mergulhos de corpos estrelares
esperança de eterna partida...

e se por acaso...
forem apenas lágrimas do tempo,
te encontro em horas de pensamento
mais perto do que podemos ser...

pois o agora se vai depressa demais
entregue aos rastros de misteriosos sinais,
de almas que renascem ao se perder.

listening em movimento no por do sol do cerrado: http://www.youtube.com/watch?v=lAwYodrBr2Q

sábado, abril 20, 2013

(Só por Diversão - P.M)


Tá difícil a liberdade hoje em dia
todo mundo agora tem a sua mania
como o caos veloz do desencontro
na tristeza insana desse mundo santo

Seguindo a risca como não se deve ser
a esperança  hoje em dia é demodê
tão sem graça quanto um corte sem dor
na solidão dos que não morrem de amor

Chega mais perto,
vem permitir a liberdade...
fazer das tripas coração
como quem vive de saudades

Esqueça os problemas
como quem não quer nada
além de incendiar a reação
no calor da madrugada

A inocência do prazer agora é vício
calando as bocas sem o dom do milagre
desperdiçando o desperdício
sem tesão, paixão ou arte

Sonhar só não tá com nada
onde foi parar a emoção da madrugada?
hoje em dia todo mundo dorme cedo...
e a loucura já está cheia de medo

Vamos renovar a diversão
sacanear o jogo certo
fazer das tripas coração
como quem não quer nada
mas está sempre por perto.

*Letra sendo musica.

sábado, abril 06, 2013

(Nuances - P.M)

Não me importa o método, a forma e nem o instante em que tudo se perde. O melhor da existência se revela enquanto somos a expressão da unidade, perdidos na condição do todo,  sempre mutável e esquecida no infinito. A liberdade não se cria em hipóteses, oportunidades ou peças de quebra cabeça; mas sim em vestígios que habitam as moradas distantes da espera e da perfeição. O caminho só pode ser ideal quando nele não buscamos o ideal ou depositamos desejos que já foram inconscientemente revelados. A perfeição só pode nascer nas asas da liberdade. Da estrela do caos. Da emoção quase vencida pelos caminhos ocultos da esperança. A perfeição enquanto verdade não é seguidora, ela é o próprio ser no segredo do que ainda não foi revelado. Porque se a verdade é nossa, o segredo é do todo e a existência se cria na dimensão do impróvavel. Nas horas contidas pelo que não passou. E a perfeição só se transforma em vida quando aprendemos a apreciar o silêncio do ser, as nuances do tempo e as jogadas da eternidade.