domingo, maio 23, 2010

(Eternidade de segundos - P.M)


Como poderia eu não duvidar
Das incógnitas desta vida,
Já que vivo entre instantes
A brincar de formas sonhadas
Em dias de constelação vivida

Em cada coincidência do além
Com estes planos inominados
Troco condutas e essências
Por infinitos improvisados

No envolvimento das sombras
Com as eras partidas,
Me perco em universos...
Em cada alma perdida

Nos rastros da imensidão
Na simples voz do segredo,
Releio estrelas a sussurrarem
Ecos, teorias e enredos...

Caído entre esferas
E espelhos deste mundo,
Traço reflexos inteiros...
Na eternidade de um segundo.

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