quarta-feira, outubro 20, 2010

(Carta para um tempo distante - P.M)


Este coração mutante
Se desgastou até a ultima condição
E na correnteza atrasada
Revelou as horas cansadas
Na inconstância da duração

Mentes inconsequentes
Anestesiaram a memória
Esquecendo de prezervar o vínculo
Com o antigo valor da história

A presença desvinculada
Distanciou as almas mais velhas
Injetando no sintoma das falhas
A verdade enganada deste tempo

Os olhos sempre abertos
Esqueceram das lágrimas
Induzindo motivos incertos
Na contradição dos pensamentos

A observação sempre notada
Criou o berço da inconstância
Despindo os velhos sentimentos
No orgulho da relevância

A atuação exagerada
Consumiu os raros momentos
Enquanto as estrelas observaram
Destinos criados por tormentos

E a eternidade se calou
Diante das atitudes
Enquanto a verdade inventada
Esqueceu de guarnecer o nada
No espelho das virtudes.

obs: (I am inside of the context... Always!!!)

Nenhum comentário: