segunda-feira, junho 15, 2009

(Sopro do Destino - P.M)


Vejo sonhos em cultivo
No passado de um sentido
No presente de um futuro
Espero que nao sonhos perdidos
Na rara infância deste mundo
(((Mudo)))

Biblioteca das horas
Devolva alguns minutos
Nas lembranças de um motivo
Na introspecção de um segundo

E leve me onde não estou
Longe da consciência adormecida
No pouco da clareza que restou
Nesse incerto relevo de almas vivas

Fazendo a observação do coração
Mais aparente nessa hora
De conflito do duvidoso delírio
Com as verdadeiras cores da aurora

E deixe que as asas entendam
Que o céu pode cegar
Quando o que existe é a busca aparente
De quem não se acostuma com o infinito

E que as dúvidas aprendam a voar
Na realidade dos meros vestígios
De quem anseia pelo destino
Que só vem quando há de brotar.

4 comentários:

Shantala disse...

Perfeito, nobre, sábias palavras..
Que o "sopro do destino" ecoe de encontro com a natureza interior...

Jess . disse...

Adorei os textos, são perfeitos!

Cris de Souza disse...

Ritmo marcante...
Só pra apurar !

Cris de Souza disse...

Teu espaço é vasto.

Beijo em ti.