quarta-feira, agosto 21, 2013

(Lapsos do eterno - Pedro Melo)

Somos a explosão do tempo
sopros na queda livre do espaço
possuídos pela direção dos ventos
seduzidos pela respiração do vácuo
e pelo sentido inventado dos passos

Somos a peculiar existência que nos une
o reflexo da liberdade que nos separa
da vida, somos a sorte de uma morte diária

Somos as cinzas do passado
fantasmas com o dom da imagem
faíscas partidas em sombras dormentes
presentes de um futuro sempre reticente

Somos a espera
e a continuidade no escuro…
entre a pressa e o laço encontrado
na calma eterna de um sussurro…

Sem saber qual destino seremos
somos raízes sem o chão do caminho
flores de rosas sem o dom do espinho
anúncios imaturos  do que há de ser
na forma sincera do que pra sempre será

Somos crias de lapsos temporários
de carona nos cenários do imaginário
somos pensamentos de nós mesmos
reféns de berço e crias do eterno

Somos a recuperação esperada da dor
a ferida anunciada dos que vivem de amor
a liberdade de ser a própria invenção
seja como vida, morte ou coração.

Um comentário:

Marcella gonçalves disse...

entre a busca e o dom eu não achei nada.....
não tem nada aki... só mais do mesmo...
mais personagens....
saí pregando.. me tornei oradora....
escreví mais de 4 livros...
tudo que preví fui vítima...
da bebida... do remédio de esquizofrenia...
da perda de audição... do ranger de dentes...
não preciso de nada....
do hippie fui pro poeta....
chorei com todos....
não contei pra ninguém...
fiquei muda mais de 2 anos....
sou vítima de um amor sem mesmo conheçer
ví a sua imagem várias vezes
mas sabia que não era você....
nunca te faria mal....
nem nos piores momentos da minha vida...
nos espetáculos das paixões...
só quero uma família....