terça-feira, julho 23, 2013

(Mesmo sem saber - Pedro Melo)

Levando o espaço no olhar
em qualquer canto vou estar
procurando o jeito cego de permanecer
desaparecendo como se deve ser

Calado na essência dos motivos
livre na ausência da intenção
sou um refém dos vestígios
apostando nos suicídios da emoção

Abandonando o pódio das verdades
vou escalando o universo do improvável
fingindo não saber que a vida é uma ironia
rotina repleta de observação vazia

sem vontade de me encontrar
ou fazendo questão de me perder
sigo neste caso com a contradição 
perfeição na medida desconhecida do ser

distraído sem saber
qual será a diferença?
só vou procurar entender
se for pra esquecer
sem precisar de paciência

sonhando como a liberdade
vou me afastando e vivendo de saudades
sentindo prazer ao fazer tudo ao contrário
sem a falsa ilusão do cotidiano necessário.

Um comentário:

Marcella gonçalves disse...

TUDO eterno e tanto....
que a força do maior encanto
o devaneio do ser...
na luz do teu olhar...
no prazer da ironia....
IPANEMA... queridinhaaaa....